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Aqui, s� poesias, muitas!!

E todas dele!!

Dele quem??

Do meu grande �dolo, claro!!

Fernando Pessoa!!

�Valeu a pena?

Tudo vale a pena

Se a alma n�o � pequena.�

[ Meu Perfil ]

nfo ]


Alegre, otimista, sincera, apaixonada, m�stica, m�ltipla...

bruxinhalua@hotmail.com

Meus filhos, a natureza, literatura, andar na praia, noites de lua cheia, vinho branco, viver...

Massas, frutos dos mar, comidas leves, sorvete e chocolate, muuuuuiiiiiito chocolate!!!

Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Kalil Gibran, Exup�ry, Nietzsche, Jos� Saramago, Paulo Coelho, e tudo o que tiver qualidade...

Com exce��o de funkie e pagode, ou�o praticamente tudo. Os meus preferidos??? Legi�o Urbana, Cazuza, C�ssia Eller, Ana Carolina, Biquini Cavad�o, Jorge Vercilo, Djavan, Z� Ramalho, U2 , Evanescence, Aerosmith...

S�o muitos!! Vou colocar s� alguns, rs... Tr�ia, O Rei Arthur, O �ltimo Samurai, O Poderoso Chef�o, Perfume de Mulher, Advogado do Diabo � adoro All Pacino - Cidade dos Anjos, O Paciente Ingl�s, Como �gua para Chocolate, As Quatro Penas Brancas, O Mist�rio da Lib�lula, Dan�a com Lobos, Armagedon, Efeito Borboleta, Melhor Imposs�vel, Lilo e Stitch, Irm�o Urso...




[ O Poeta ]

nfo ]

nfo ]

Se eu morrer novo,
sem poder publicar livro nenhum
Sem ver a cara que t�m os meus versos em letra impressa,
Pe�o que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que n�o se ralem.
Se assim aconteceu, assim est� certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles l� ter�o a sua beleza, se forem belos.
Mas eles n�o podem ser belos e ficar por imprimir,

Porque as ra�zes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e � vista.
Tem que ser assim por for�a. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oi�am isto:
Nunca fui sen�o uma crian�a que brincava.
Fui gentio como o sol e a �gua,
De uma religi�o universal que s� os homens n�o t�m.

Fui feliz porque n�o pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explica��o
Que a palavra explica��o n�o ter sentido nenhum.

N�o desejei sen�o estar ao sol ou � chuva -
Ao sol quando havia sol
E � chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E n�o ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas n�o fui amado.
N�o fui amado pela unica grande raz�o -
Porque n�o tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, n�o s�o t�o verdes para os que s�o amados
Como para os que o n�o s�o.
Sentir � estar distraido.

Alberto Caeiro
7-11-1915




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[ o som do blog ]






My immortal � Enanescence

I'm so tired of being here
Suppressed by all of my childish fear
And if you have to leave
I wish that you would just leave
Because your presence still lingers here
And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried i'd wipe away all of your tears
When you'd scream i'd fight away all of your fears
And i've held your hand through all of these years
But you still have all of me

You used to captivate me
By your resonating light
But now i'm bound by the life you left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried i'd wipe away all of your tears
When you'd scream i'd fight away all of your fears
And i've held your hand through all of these years
But you still have all of me

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

When you cried i'd wipe away all of your tears
When you'd scream i'd fight away all of your fears
And i've held your hand through all of these years
But you still have all of me

Quer a tradu��o???
♥* Clique aqui!!! *♥



[ para ler ]


Fernando Pessoa
. O Livro do Desassossego
. A Mensagem
. O Eu profundo e os outros eus
. Obra Po�tica Completa
. Poemas De Amor

Antoine De Saint-Exupery
. O Pequeno Pr�ncipe

Kahlil Gibran
. O Profeta
. O Louco

Clarice Lispector
. A Hora da Estrela
. Para n�o Esquecer

Rubem Alves
. Concerto Para Corpo E Alma
. O Retorno E Terno
. O amor que Acende a Lua
.A Selva e o Mar









Meu Para�so Tropical






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[ Para falar comigo ]

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Portal By Marina

24/08/2006 02:47


 


TALVEZ QUE SEJA A BRISA...


 



 


Talvez que seja a brisa
Que ronda o fim da estrada,
Talvez seja o silêncio,
Talvez não seja nada...

Que coisa é que na tarde
Me entristece sem ser?
Sinto como se houvesse
Um mal que acontecer.

Mas sinto o mal que vem
Como se já passasse...
Que coisa é que faz isto
Sentir-se e recordar-se?


 



enviada por bruxinhalua



05/08/2006 02:43

 


NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO


 



 


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.


 



enviada por bruxinhalua



31/07/2006 04:36

 


DEIXA-ME OUVIR O QUE NÃO OUÇO...


 



 


Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...

Deixa-me ouvir... Não fales alto !
Um momento !... Depois o amor,
Se quiseres... Agora cala !
Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...

O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez... Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois...
Sim, torna a mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído...
Vejo-me, somos dois...


 



enviada por bruxinhalua



31/07/2006 04:07


 


AMEI-TE E POR TE AMAR...


 



 


Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...

Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.

Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.

Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...

Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu..
Porque te choro eu?

Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo é igual
A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.

Em que és [...] fictício,
Em que tempo parado
Foste o (...) cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...

[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...

Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstrato
Que vai entre alma e alma...
Horas de inquieta calma!

E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim
Aos sonhos que sonhei...
Procuro-te e nem vejo
O meu próprio desejo...

Que foi real em nós?
Que houve em nós de sonho?
De que Nós fomos de que voz
O duplo eco risonho
Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?

Nós não sonhamos. Eras
Real e eu era real.
Tuas mãos - tão sinceras...
Meu gesto - tão leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...

Como houve em nós amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje é vaga dor
O que era então prazer...
Mas não sei que passou
Por nós e acordou...

Amamo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?
Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.

Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...
Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que é que em nós se esconde?

Talvez sintas como eu
E não saibas senti-o...
Ser é ser nosso véu
Amar é encobri-o,
Hoje que te deixei
É que sei que te amei...

Somos a nossa bruma...
É pra dentro que vemos...
Caem-nos uma a uma
As compreensões que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...

Que importa? Se o que foi
Entre nós foi amor,
Se por te amar me dói
Já não te amar, e a dor
Tem um íntimo sentido,
Nada será perdido...

E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E n'um (...) mudo
Compreenderemos tudo.


 



enviada por bruxinhalua



31/07/2006 04:03

 


HÁ DOENÇAS PIORES QUE AS DOENÇAS


 



 


Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.

Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.


 



enviada por bruxinhalua



23/07/2006 22:11

 


PRECE


 


 


Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade !
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chamma, que a vida em nós creou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode ergue-la ainda.

Dá o sopro, a aragem, - ou desgraça ou ancia -
Com que a chamma do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!


 




enviada por bruxinhalua






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